São apresentadas orientações para a concepção dos elementos de multimédia, em particular articulando-os com a parte textual, sonora e visual, assim como a concepção do autor no que concerne à multimédia no contexto da teoria da carga cognitiva
No que diz respeito à utilização do texto esta permitiu um avanço na educação. Neste campo nos anos 70 abordaram-se duas ideias-chave ao nível do entendimento do processamento de texto, a representação proposional e a teoria do esquema. Do ponto de vista do processamento de texto uma proposição é um predicado e um número de argumentos que formam uma ideia ou unidade de informação. Descodificar a linguagem natural em proposições permite uma forma mais simplificada para aqueles que fazem pesquisa com texto e minimiza variações que podem ocorrer ao nível da linguagem.
Enquanto as proposições se situam num nível mais baixo de entendimento, a teoria do esquema fornece um conhecimento de cima para baixo. Os defensores desta consideram que as várias situações com que nos deparamos são rotineiras e podem ser expressas em esquema que servirão como roteiros. Assim o conceito de esquema fornece uma estrutura unificadora e que reflecte o comportamento padrão
A representação proposicional e a teoria do esquema têm provocado inúmeros estudos e pesquisas em vários campos. Kintsch com o seu modelo de construção-integração propõe duas fases para a compreensão de texto. Na primeira fase, a construção, os leitores aproximam-se do texto e criam um modelo mental com os seus objectivos e conhecimentos prévios, na segunda fase, a integração, servirá para consolidar as construções locais e dar-lhes significado, e isto ocorre ao nível das palavras e das frases. Este modelo permite entender vários tipos de estrutura textual, como metáforas e afins. Um aspecto a destacar no modelo é a zona de aprendizagem de Kintsch que é análoga à zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky. Para Kintsch um bom texto terá uma boa quantidade de sobreposição entre informações novas e as do conhecimento prévio do aprendiz. A informação conhecida do aluno, poderá ajudar a ter do texto uma compreensão maior e mais aprofundada. Ou seja, um texto redundante pode ser útil como apoio ao entendimento mais alargado. No que diz respeito aos elementos visuais-gráficos, estes são de extrema importância porque um aluno poderá apreender melhor uma informação que tenha imagens para além do texto, do que se tiver apenas palavras. Braden identifica 5 categorias nos elementos visuais, semiótica e filme / vídeo, sinais, símbolos, imagens e ilustrações, multi-imagens e representação gráfica, incluindo o texto como visual. Saunders (1994) define gráfico como uma forma preparada de comunicação visual e este pode ser símbolos, mapas, gráficos, diagramas, ilustrações ou imagens fundidas (realista para abstracto), modelos, gráficos compostos (multi-imagens), fotografias (fixas ou móveis). As orientações para estes elementos baseiam-se nos princípios da aprendizagem de Mayer, selecção, organização e integração que, por sua vez, se relacionam com as 3 partes da memória do aprendiz, a curta, a de trabalho e a longa.
Uma revisão de novas pesquisas é necessária de forma periódica de modo a assegurar que as orientações vão sendo partilhadas. Também será necessário um conjunto de orientações que integrem os vários modelos de apresentação, porque enquanto os elementos visuais e de vídeo se aproximam do multimédia, as orientações para o texto e o elemento sonoro têm um esquema mais particular. Foi apresentada uma metáfora da caixa de ferramentas de três camadas para orientar a concepção de apresentação dos media, começando-se a procurar os elementos no 3º nível, texto, elementos visuais, áudio e animação. Compreender elementos que incluam teorias de base cognitiva, ajudará o designer a entender a segunda linha de modelos multimédia. Mas é necessária mais pesquisa para conceber uma caixa de ferramentas de design mais integrada.
São apresentadas orientações para a concepção dos elementos de multimédia, em particular articulando-os com a parte textual, sonora e visual, assim como a concepção do autor no que concerne à multimédia no contexto da teoria da carga cognitiva
No que diz respeito à utilização do texto esta permitiu um avanço na educação. Neste campo nos anos 70 abordaram-se duas ideias-chave ao nível do entendimento do processamento de texto, a representação proposional e a teoria do esquema. Do ponto de vista do processamento de texto uma proposição é um predicado e um número de argumentos que formam uma ideia ou unidade de informação. Descodificar a linguagem natural em proposições permite uma forma mais simplificada para aqueles que fazem pesquisa com texto e minimiza variações que podem ocorrer ao nível da linguagem.
Enquanto as proposições se situam num nível mais baixo de entendimento, a teoria do esquema fornece um conhecimento de cima para baixo. Os defensores desta consideram que as várias situações com que nos deparamos são rotineiras e podem ser expressas em esquema que servirão como roteiros. Assim o conceito de esquema fornece uma estrutura unificadora e que reflecte o comportamento padrão
A representação proposicional e a teoria do esquema têm provocado inúmeros estudos e pesquisas em vários campos. Kintsch com o seu modelo de construção-integração propõe duas fases para a compreensão de texto. Na primeira fase, a construção, os leitores aproximam-se do texto e criam um modelo mental com os seus objectivos e conhecimentos prévios, na segunda fase, a integração, servirá para consolidar as construções locais e dar-lhes significado, e isto ocorre ao nível das palavras e das frases. Este modelo permite entender vários tipos de estrutura textual, como metáforas e afins.
Um aspecto a destacar no modelo é a zona de aprendizagem de Kintsch que é análoga à zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky. Para Kintsch um bom texto terá uma boa quantidade de sobreposição entre informações novas e as do conhecimento prévio do aprendiz. A informação conhecida do aluno, poderá ajudar a ter do texto uma compreensão maior e mais aprofundada. Ou seja, um texto redundante pode ser útil como apoio ao entendimento mais alargado.
No que diz respeito aos elementos visuais-gráficos, estes são de extrema importância porque um aluno poderá apreender melhor uma informação que tenha imagens para além do texto, do que se tiver apenas palavras. Braden identifica 5 categorias nos elementos visuais, semiótica e filme / vídeo, sinais, símbolos, imagens e ilustrações, multi-imagens e representação gráfica, incluindo o texto como visual. Saunders (1994) define gráfico como uma forma preparada de comunicação visual e este pode ser símbolos, mapas, gráficos, diagramas, ilustrações ou imagens fundidas (realista para abstracto), modelos, gráficos compostos (multi-imagens), fotografias (fixas ou móveis). As orientações para estes elementos baseiam-se nos princípios da aprendizagem de Mayer, selecção, organização e integração que, por sua vez, se relacionam com as 3 partes da memória do aprendiz, a curta, a de trabalho e a longa.
Uma revisão de novas pesquisas é necessária de forma periódica de modo a assegurar que as orientações vão sendo partilhadas. Também será necessário um conjunto de orientações que integrem os vários modelos de apresentação, porque enquanto os elementos visuais e de vídeo se aproximam do multimédia, as orientações para o texto e o elemento sonoro têm um esquema mais particular.
Foi apresentada uma metáfora da caixa de ferramentas de três camadas para orientar a concepção de apresentação dos media, começando-se a procurar os elementos no 3º nível, texto, elementos visuais, áudio e animação. Compreender elementos que incluam teorias de base cognitiva, ajudará o designer a entender a segunda linha de modelos multimédia. Mas é necessária mais pesquisa para conceber uma caixa de ferramentas de design mais integrada.